RESENHA: Desventuras em Série: Mau Começo por Lemony Snicket


Título: Mau Começo
Série: Desventuras em Série

Autor: Lemony Snicket
Editora: Cia das Letras
Ano: 2014
Páginas: 152 

SINOPSE: "Mau começo é o primeiro volume de uma série em que Lemony Snicket conta as desventuras dos irmãos Baudelaire. Violet, Klaus e Sunny são encantadores e inteligentes, mas ocupam o primeiro lugar na classificação das pessoas mais infelizes do mundo. De fato, a infelicidade segue os seus passos desde a primeira página, quando eles estão na praia e recebem uma trágica notícia. É por isso que, logo na quarta capa, Snicket avisa ao leitor: 'Não há nada que o impeça de fechar o livro imediatamente e sair para uma outra leitura sobre coisas felizes, se é isso que você prefere'." 

RESENHA: Terminei há pouco esse livro, que foi o primeiro lido do ano. Minha espectativa era alta e a leitura não me decepcionou. A começar pelo narrador (ponto que me chama sempre muita atenção). A escolha de um narrador que sempre interage com o leitor e explica expressões para que determinada situação ou fala tome o melhor sentido pra construção da história. Além do humor peculiar com que Lemony trata das inúmeras desventuras que os orfãos passam é de extrema importância para identificação do leitor. As personagens são bem construídas e quem lê consegue imaginar exatamente como são especiais os irmãos, assim como essa inteligencia vai render muitos frutos no decorrer da série. O vilão, Conde Olaf, não fica para trás em sua caracterização e o modo como age objetivando a fortuna dos jovens Baudelaire. Cada detalhe mostra como será daqui em diante a vida dos orfãos, nessa trama que como sempre diz o narrador, não é uma história feliz, e principalmente não tem um final feliz.💙📖📚🖊



O Duplo - Fiódor Dostoiévski



Uma adaptação cinematográfica pode trazer muitas dúvidas e receios, mas se olharmos pelo outro lado da janela é possível ver tantas novas paisagens que só poderiam estar ali graças a sétima arte, graças a um novo olhar as vezes tão interessante quanto o da palavra escrita. É certo que muitas vezes, ler o livro e depois ver o filme torna-se perturbador já que a obra literária tem aqueles detalhes e descrições tão bem feitas que dá a oportunidade de aguçar a imaginação de cada leitor. De quebra o diretor não consegue transpor para as imagens todo esse sentimento do jeitinho que imaginamos. Mas existe beleza nesse paradoxo. A adaptação é justamente uma adaptação!! Não há como ser “fiel” ao livro já que são diferentes artes e abordagens. Cada uma traduz a história de formas diferentes de signos entre si.
            É o que acontece com O Duplo, o livro de Fiódor Dostoievski, novela de 1846 e sua adaptação cinematográfica homônima, dirigida por Richard Ayoade de 2013. O romance de Dostoievski traz a história de um homem normal, Sr. Golyádkin, um funcionário oprimido pela imagem que faz de si mesmo, na típica atmosfera Russa dos anos 1840. Sr. Golyádkin é então obrigado a conviver com seu duplo, que o persegue e ameaça a leva-lo a loucura.
            O filme, por sua vez, tem sua ambientação possivelmente na Londres dos anos 50. Um ambiente tradicional e futurístico ao mesmo tempo. Seria a visão da sociedade, do futuro na década de 50. Com cenas internas escuras, externas sempre noturnas, chuvosas que passam a angustia, perturbação, a solidão que o livro também consegue provocar. O personagem principal é Simon James, interpretado por Jesse Eisenberg. Funcionário de uma repartição, um jovem invisível para a sociedade, tímido e retraído. Eis que chega na fábrica, James Simon, idêntico na aparência e o oposto em personalidade. Conquista a todos, faz tudo que Simon gostaria de fazer, inclusive conquistar o coração de Hanna (Mia Wasikovska), a amada de Simon. Esse é um ponto que considero importante na adaptação da novela de Dostoievski. No livro, Clara é a figura feminina que aparece na história, mas não há qualquer envolvimento romântico com Sr. Golyádkin. Já na obra cinematográfica, talvez por questões comerciais, Hanna aparece em grande parte da história, abrindo espaço para se chegar ao mesmo objetivo: mostrar a vulnerabilidade do personagem que tem sua vida totalmente usurpada por seu duplo.
            Outro aspecto que pode tornar uma experiência frustrante principalmente em uma adaptação de um clássico como é o caso de O Duplo, é o toque de um humor peculiar existente na obra de Ayoade. Apesar de ser classificado como um drama e trazer toda a carga perturbadora e angustiante que Dostoiévski quis transmitir ao leitor pela experiência do duplo, o filme consegue esses efeitos também através de um humor quase negro. A vida de Simon é tão perturbadora que nos faz rir algumas vezes durante os 93 min.
 Um ponto muito positivo do filme é a trilha sonora, os sons de maquinas, portas, catracas, elevadores assim como dos violinos que provocam um clima tenso e colaboram para que o expectador sinta o mesmo que Simon James está sentindo é um dos recursos muito favoráveis que o cinema pode dispor.
            O desfecho das duas obras também é um pouco diferente. Outro ponto que pode tornar a apreciação não tão agradável. O que eu particularmente não vi problema. No livro, a dúvida persistente de que há um outro homem, incontestavelmente igual a Sr Golyádkin é constante. Ao final da história, ele é levado à um hospital psiquiátrico, devido a sua trajetória com os demais personagens sem que ninguém soubesse bem o que estava acontecendo. Teria ele sido usurpado tão ferozmente por seu duplo a ponto de perder o controle de sua própria vida? Ou tudo não passou de um transtorno psicológico (tema muito abordado por Dostoiévski em suas obras).
              Na adaptação cinematográfica, Simon James, não aguentando ver seu emprego, sua amada, sua vida ser tomada por James Simon, e percebendo ser ele seu duplo, e de certa forma a mesma pessoa, resolve se livrar e matar James, se jogando do prédio onde mora. Ainda assim, é possível a dúvida do livro quanto ao transtorno psicológico, mesmo porque em alguns momentos as pessoas o diferenciam completamente de James, em outros confundem os dois e não sabem quem é quem. Seriam eles a mesma pessoa?
         
           Penso que Ayoade fez um ótimo trabalho na adaptação do clássico de Dostoiévki, trazendo toda a essência de O Duplo para as telonas, transpondo através de signos diferentes a história russa perturbadora e angustiante, agregando detalhes que cabiam melhor a obra fílmica e valorizando as nuances literárias que ajudaram a dar vida à Simon James, o Sr.Golyádkin do cinema.

Confiram o vídeo dessa resenha:



         
Bom pessoal, espero que vocês tenham gostado de falar um pouquinho sobre o Duplo e sobre a obra fílmica que eu particularmente amo. Beijos e até mais.

Cálculo



Você me deixou aqui, sozinha, com essa equação difícil para resolver. Sozinha. Antes éramos eu e você. E por pior que fosse o problema, trigonometria, geometria analítica, estávamos juntos, e assim os vetores nunca pareciam tão impossíveis de se entender. A vida não colaborou. Você foi embora. Me deixou aqui com toda aquela probabilidade sonhada de que tudo daria certo no final. De que você era o único no mundo para mim. De que eu era a única no mundo para você.

Parecia tão fácil, você fazia parecer. Nada no mundo se compara ao seu olhar tranquilizador que organizava o caos do universo diante de mim.

Talvez tivesse que ser assim, as estatísticas comprovam: isso funciona pra você. Pra mim... nem tanto. Apenas uma forma prática de mostrar como é de verdade aquilo que não conhecemos bem. 

Pelos meus cálculos, a vida não para pra te esperar apagar e refazer todos os gráficos.
Eles estão lá
Apenas.
Fundamentando a saudade na ponta da pena que agora é meu lar.


Resenha: Anjos e Demônios - A Primeira Aventura de Robert Langdon - Dan Brown

@quimeraliteraria
Anjos e Demônios - A Primeira Aventura de Robert Langdon
Autor: 
Dan Brown
ISBN: 9788599296394
Páginas: 480
Editora: Arqueiro
Ano: 2004
Assunto/Gênero: Literatura Estrangeira; Aventura; Suspense


“Deus responde todas as orações, mas às vezes a resposta é não.”

Sinopse: 
O livro de Dan Brown conta a aventura de Robert Langdon, um professor de simbologia de Harward, que é chamado às pressas para analisar um símbolo misterioso marcado a fogo no peito de um físico assassinado dentro do CERN, um centro de pesquisa na Suiça. Então, ele descobre que o símbolo é um ambigrama Illuminati - uma poderosa fraternidade considerada extinta há anos.

Essa fraternidade ressurge para colocar em prática uma vingança contra a Igreja Católica. Para isso os Illuminati planejam matar quatro dos cardeais mais cotados para substituir o papa no próximo conclave. Roubam tbm uma arma que pode destruir o Vaticano explodindo-o.
Correndo contra o tempo, Robert Langdon com a ajuda de Vittoria Vetra, uma cientista italiana, precisam impedir a morte dos cadeais, achar e desarmar a antimatéria e salvar o Vaticano e a Igreja da vingança Illuminati.


Resenha:
Anjos e Demônios despertou meu interesse, não apenas pelo autor que escreve com propriedade, mas pelo contexto, os detalhes históricos e também pelo cenário. A maior parte da história acontece na Itália, no Vaticano. A cada página, Dan descreve com minuciosos detalhes o local. Por onde o observador Robert passa, cada escultura e monumento é descrito. Eu particularmente li Anjos e Demônios conectada à internet para pesquisar as praças, as pinturas e esculturas, e cada capela e igreja do Vaticano. Me senti na Itália, ajudando o professor de simbologia a desvendar todo o mistério por trás dos Illuminati e da antimatéria. 
Vittoria Vetra, a cientista do CERN que está presente no decorrer de toda a história tem um papel forte no livro em minha opinião. É uma mulher decidida e inteligente. Já falando da adaptação cinematográfica - não consigo deixar de comparar - senti falta de cenas importantes, principalmente algumas em que a bela moça é o centro dos acontecimentos. No filme optaram também por deixar o "romancezinho" do casal 20 em off. Langdon e Vetra fofos na história de Brown, passam por toda a aventura juntos, e nesse meio tempo, Robert está sempre pensando sobre como se sente em relação a cientista.
Confesso que acho os capítulos destinados ao Assassino muito enfadonhos, mas entendi que a profundidade psicológica do personagem é diferente e do meio pro fim da obra, tudo foi ficando melhor, até mesmo as parte que já eram ótimas.

Dan Brown escreve meticulosamente, admiro muito porque apesar de ser uma leitura moderna um pouco mais densa, não tem como abandonar. É gostoso de ler, se torna um vício. O leitor quer saber mais e mais sobre os próximos acontecimentos e tudo se encaixa de uma maneira espetacular.
Recomendadíssimo! Pretendo ler os outros desse box maravilhoso da foto em breve. Tô empolgada pra acompanhar Robert Langdon em mais aventuras e ler outros que não sejam dessa série também. Então, assim que possível, mais resenhas de Dan Brown pro blog.

Beijos

Resenha: 50 Tons de Cinza, E.L. James

Cinquenta Tons de Cinza - E.L.James
ISBN: 9788580572186
Páginas: 480
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Assunto/Gênero: Romance Erótico.


Sinopse:

Cinquenta Tons de Cinza - Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos.


Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.


Resenha:
O primeiro livro dessa trilogia que rendeu muita polêmica há alguns anos, na época de seu lançamento e novamente há alguns meses, na estreia de sua adaptação cinematográfica cuja diretora Sam Taylor - Johnson deu a nossa imaginação a imagem concreta de Anastasia Steele e Christian Grey além dos demais personagens, é sem dúvidas um grande sucesso. Por maior que seja o números dos haters de Cinquenta Tons, é inegável que o fãs da trilogia ainda são maioria.



Enfim, todo esse blablablá que começa quando falamos do livro se dá primeiramente por ser uma fanfic de Crepúsculo. Outra saga de muito sucesso que desperta amor e ódio em quem já ouviu falar. Anastasia é uma jovem de 21 anos, estudante de Literatura prestes a se formar que nunca teve um namorado. Apesar de inteligente e bonita, Ana é muito desastrada e tímida. Todas as características que nos lembram um pouquinho a protagonista da saga já mencionada. Ela divide apartamento com sua amiga jornalista Katherine Kavanagh, que depois de muita espera consegue uma entrevista com o jovem CEO da Grey Enterprises Holdings, Christian Grey. Mas justamente nesse dia, ela está doente e pede que a Anastasia vá em seu lugar. Sorte ou azar?



Neste primeiro encontro, Christian, o jovem prodígio e multimilionário se interessa por Ana que muito nervosa na presença do nosso "maníaco por controle" se atrapalha com a entrevista e não sabe bem como lidar com a situação já que se depara com o homem mais lindo que já viu, se sentindo deslocada e ao mesmo tempo atraída pelo poder e mistério de Mr. Grey. 



Ela volta a sua vida normal e ao seu trabalho, em uma loja de materiais para construção. Christian vai ate a loja e a surpreende. Ela não entende como um homem como Grey estaria interessado por ela. É, ninguém entende, Senhorita Steele. A  história se desenrola quando Christian leva Ana a seu apartamento e lhe fala sobre as condições, exigências, um termo de confidencialidade e um contrato rigoroso a seguir para que a relação entre eles possa acontecer. A jovem fica intrigada e insegura mas não consegue se desvencilhar de todo o mistério e sensualidade de Christian. Além de querer descobrir mais sobre seu lado obscuro, dark side meio Edward Cullen rs e experimentar novas sensações que Mr.Grey está disposto a oferecer.




Considerações Finais:
Então, o livro de E.L.James é um romance erótico que caiu nas graças das adolescentes, o que eu não acho muito correto, mas enfim. Só pra deixar claro, está classificado para o público adulto. E quando o filme teve estreia, a curiosidade pegou muita gente. Escolhi ler por esse motivo. Já que tantas polêmicas rolando, eu precisava ter minha própria opinião. Falando apenas em particular do livro de volume 1 confesso que fiquei um pouco intrigada com a trama e como terminou. Um pouco irritada também, por que não entendi como um livro que possui em seu enredo práticas de submissão, sadomasoquismo pudessem atrair tanta gente. Lendo, fui pesquisando sobre o assunto e percebendo os conflitos psicológicos que a autora aborda. E o que me motivou a continuar a ler a trilogia foi além disso, principalmente o mistério que gira em torno do personagem CEO multimilionário e que eu não pude descobrir nada apenas com Cinquenta tons de Cinza. Então, se como eu, você leu o primeiro livro e não gostou talvez melhore suas impressões se continuar a leitura, recomendo. 


















Voce é o meu motivo

“Eu estava aqui pensando, que a maioria das pessoas tem vergonha ou mesmo medo de dizer o que sentem. Acho que medo do abandono, medo de sufocar, medo de se magoar. Mas eu nao quero ter medo com voce. Por que voce me faz bem mesmo e nao dá pra te esconder isso. Só que é tao lindo ser bobo assim quando se tem um motivo importante.
E agora, eu sei… voce é o meu motivo.”
—Eduarda Lima

Só de você


Eu só sei ser de você. Só sei gostar do teu sorriso. Só sei achar bonito teus olhos olhando pra mim ou ficando pequenininhos com a tua risada. Só sei querer mais do teu abraço. Só sei respirar o teu cheiro e reconhecer o teu perfume. Só sei encaixar minha cabeça em teu ombro e deitar em teu peito. E o meu silêncio só sabe ser alto quando faz companhia para o teu. Só sei segurar a tua mão, e enlaçar teus dedos nos meus. Feito laço. Só sei desejar o teu beijo antes de dormir. E pedir à Deus que te guarde para mim. Meu coração só saber ser feliz sabendo-se teu. É que eu só sei ser de você, amor. Só de você.


Plenitude

Voce sabe quase tudo de mim



Voce sabe quase tudo de mim. Sabe de todos os meus sorrisos, sabe de cada um dos meus olhares, decifra cada gesto meu, sente tudo que meu coraçao quer e o que minha voz nao consegue disfarçar.
Eduarda Lima

Senti sua falta, pequena






Tanta saudade já de correr, pular no seu colo, te abraçar, ganhar o melhor beijo do mundo e te ouvir dizer baixinho, quase num sussurro: Voce fez falta minha pequena.
Eduarda Lima

Vem pra mim


Então, vem logo, meu amor. Tô precisando do seu cheiro, tô querendo a sua boca - em formato de coração - Tô precisando da sua mão na minha, tô querendo o seu colo e seus mimos, eu tô precisando de você.

(Eduarda Lima)

Nós dois




Tao feliz por saber que somos só nós dois. Que nao importa mais ninguém.Que voce me corresponde da maneira mais linda do mundo. Que quando se trata do Nosso amor, a melhor coisa do Nosso mundo é morar um no outro.

Eduarda Lima

Ele e Ela

Ele é o Príncipe dela, ela é a Princesa dele.
Ela diz que o ama muito, ele diz que a ama muito mais.
Ele pensa no futuro ao lado dela, seis filhos e um cachorro.
Ela quer tudo isso se for ao lado dele.
Ele sente o cheiro dela no carro,
.. ela sente o cheiro dele onde vai.
Ela adora ganhar cafunés dele, ele adora fazer cafunés nela.
O colo dele faz qualquer lugar do mundo o melhor pra ela, o colo dela é o melhor lugar do mundo pra ele.
Ele sente saudades quando está longe, ela quer ele perto, todos os dias.
Ela completa ele, ele transborda ela.. de tanto amor.
       
 —Eduarda Lima













Nunca imaginei que ficaria tão encantado com um sorriso, e cada dia descubro que eu não tenho nada, se não tiver você.
Conto as horas para estar ao seu lado, de poder te tocar, estar contigo… Sabe que nosso mundo é pequeno, que só cabe eu e você, que nele temos nossos planos, sonhos… nosso romance.
E não vou parar de olhar tua foto, até estar frente a frente contigo.

outubro/2012

Difícil é não ter você aqui

Sabe quando é que fica difícil não ter você aqui? 
De manhã cedinho, logo que acordo. Durante o dia, enquanto fico pensando em nós dois. Logo antes de dormir, quando a gente faz todos aqueles agradecimentos e pede pra que o tempo passe rápido, e que Deus esteja protegendo quem a gente ama. E enquanto eu durmo e sonho com o dia de te ver. No resto do tempo, é ate fácil ficar sem você.



— Eduarda Lima
outubro/2012

Me lembra você


Me lembra você.. quando me pede pra fazer bico e te dar um beijo. Quando estou saindo, me pega pela cintura e diz que sou só sua. E sou mesmo *-* Quando me pega no colo e eu me sinto protegida, quando vai embora e seu cheiro fica comigo pra me consolar da saudade até você voltar pra mim, o mais rápido que puder.

Eduarda Lima

Eu te amo

“Eu te amo. Três palavras simples porém extremamente fortes e ao mesmo tempo uma responsabilidade. Hoje, vejo segurança e sinceridade entre nós. Vejo compromisso e vontade. Embora tenha sido um caminho difícil até aqui, serviu para construir confiança, uma base forte que não ameaça desmoronar mais por qualquer comentário, qualquer palavra de negatividade, por qualquer pessoa de alma medíocre, por inveja ou qualquer outro sentimento ruim que tente atrapalhar. Mais um clichê: O mundo anda todo errado! As pessoas não querem saber de dignidade e honra, não pensam duas vezes para chegar no seu objetivo, mesmo que para isso tenham que passar por cima de quem seja. Egoísmo é a palavra. E mesmo com o mundo assim, pronto para corromper.. eu ainda desejo uma vida com você. 

Eu ouvi você dizer que me ama e quer ouvir que tudo vai dar certo! Está dando certo, meu amor. Sempre esteve. Mas o tempo nos amadurece e o amor cresce, ate o ponto em que nada mais importa. Nada mais atinge. Ninguém pode mais atrapalhar por mais que tente.
Aí então..sabemos: somos um só.”



Eduarda Lima

CAFÉ DA MANHÃ

Hoje eu acordei mais cedo e sentada na poltrona amarela, fiquei te olhando dormir.
Você é tão lindo dormindo, faz biquinho as vezes, sabia? rs Tem a tranquilidade de um anjo. De olhos fechados, você consegue me fazer sentir a melhor pessoa do mundo, mesmo imóvel como eu estava, temendo fazer qualquer barulho que pudesse te acordar. Mas você estava atrasado. Ao olhar no relógio vi que aquele momento maravilhoso como eu não tinha há dias teria que acabar. Mesmo assim estava feliz de acordar um príncipe! Então chamei baixinho em seu ouvido: Meu bem, tem que acordar, café está pronto! E saí, antes que abrisse os olhos. Você levantou como se procurasse alguém. Não viu nada. Você sorriu e balançou a cabeça como quem lembra de algo bom. Eu sorri e te olhei novamente, discreta. Amanhã, venho te acordar outra vez.

- Eduarda Lima

QUANTA LUCIDEZ EM MEIO A TANTA ESTUPIDEZ‏

"Hoje... amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem...
... Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada"


São as consequências de um mundo desequilibrado, totalmente desregulado e fora de controle,
as pessoas acham que tão sempre prestes a ser capa da CARAS haha 
Uma vida de reis e rainhas, vivem em um luxuoso castelo (UAU!!)
As fotos, não mostram o que são realmente. Seus sentimentos, desejos, valores e principalmente personalidade não vão ser vistos pelos olhos deslumbrados daquele outro que também deseja a CAPA.
É nessa hora em que as pessoas culpam o tempo. Mas, coitado! O tempo não é o culpado de nada, somos NÓS que nesse mundo louco (que por sinal é outra obra humana - uma OBRA mesmo) é que tornamos tudo mais difícil. 
"Nós", eu me incluo nesse pesadelo de coisas lindas e intocáveis :O
Pois é, o tempo sempre foi o mesmo, nunca correu mais rápido ou foi preguiçoso, trabalha sem parar. Se não era da vontade do homem ser escravo do tempo, tivesse ele próprio a sensatez e coerência de não ter inventado um meio pelo qual a maioria baseia suas vidas. E já que é assim, não dá pra reclamar que o o relógio corre, e corre pra todos, até mesmo para os desinteressados. 
A juventude é maravilhosa sim, e só vemos beleza por que é passageira, por que acaba e entender que tudo tem um fim, seja ele definitivo, gradativo, intencional ou involuntário é o maior teste de maturidade e satisfação consigo mesmo.
Enfim, "que eu me acalme, que o amor resista" acima da capacidade de amar aparências e de só sentir-se amado por achar que as têm na palma das mãos, ou em uma mesa de cirurgia :)

Eduarda Lima

Preciso de alguém

Caio Fernando Abreu, 1987

Meu nome é Caio F. 
Moro no segundo andar, 
mas nunca encontrei você na escada.
Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia – eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas. Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como – eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da conha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto – preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio – tão cansado, tão causado – qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios – que importa? (Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio – viria? virá? – e minto não, já não preciso.) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço.Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.

E nessa hora..

Você vai lembrar de mim. No mesmo momento em que olhar pro lado e perceber uma folha voando, tão suave como se estivesse de mãos dadas com o vento.



Você vai lembrar de mim, quando por acaso abrir aquela velha carta, o papel já amarelado e mergulhado em lembranças. Como aquela quando nos perdemos de olhos abertos.
E os detalhes menos interessantes vão fazer pensar. E lembrar de mim sabendo que não adianta nem tentar. São grandes pequenas coisas, que insistem em continuar ficando.
E no seu quarto escuro, só conseguir enxergar o meu retrato, pensando achar que pode lidar bem com isso. Eu sei quando exatamente você vai lembrar de mim.
Não entender o que acontece com você, faz parte de uma vida como todos pretendem ter, até o momento em que o sono é maior que o desespero de não conseguir mais nada.

Eduarda Lima